Minha frieza me assusta às vezes. Talvez sempre. Faz-me acreditar que seja
eu o problema. Eu queria conseguir te dizer “eu te amo”. Abraçar-te. Beijar-te amorosamente. Mas não consigo. Minha frieza é extrema. Impede-me. Mas eu te amo. Eu
sinto. Sinto até demais. Sinto até mais do que as pessoas que vivem dizendo “eu te amo” para todos. Mas minha forma de demonstração é assim, escondida. Escondida em palavras. Em olhares. Em sorrisos. O problema é que nem sempre você percebe. Nem sempre você presta a devida atenção. É quando tudo dá errado. É quando te perco para alguém mais espontânea talvez. Eu só queria que você me entendesse. Que olhasse para mim. Olhasse de verdade, pra valer! Porque, cara, eu te amo. Mas dificilmente você vai ouvir isso de mim. Dificilmente ouvirá isso sair de meus lábios. Sou assim, ponto. Não tenho como mudar. Eu tento, mas não dá. Já nem quero. Sou assim, é isso. Com toda essa frieza e secura. Esse meu jeito quieto e reservado. Reservado sim. Tenho muita coisa reservada aqui comigo. Escondida aqui comigo esperando você enxergar! Esperando você vir me ensinar a libertar isso tudo.
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