terça-feira, 1 de março de 2011

Manuel Bandeira

eu faço versos como quem chora.
de desalento...de desencanto...
fecha o meu livro se por agora
não tens motivo nenhum de pranto.

meu verso é sangue,volpúria ardente...
tristeza espersa..remorso vão...
dói-me nas veias,amago e quente,
cai,gota a gota ao coração.

e nesses versos de angústia rouca,
assim dos lábios a vida corre.
deixando um arre sabor na boca

Eu faço versos como quem morre.

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